Garota que matou o namorado durante o sexo e deu risada se casa na cadeia
Dando risada ao descrever o assassinato ocorrido durante ato sexual, Vânia Basílio — diagnosticada com traços de psicopatia — deixa a cela para se casar no civil.

VILHENA, RO – O caso que chocou o estado de Rondônia e ganhou repercussão nacional voltou aos holofotes com um desfecho inusitado dentro do sistema prisional. Vânia Basílio Rocha, condenada pelo assassinato de seu ex-namorado, Marcos Catânio Porto, casou-se oficialmente com um colega de cárcere enquanto cumpre sua pena de 13 anos de reclusão.
O Crime: “Sede de Sangue”
O que deveria ser um encontro de reconciliação terminou em tragédia. Vânia, na época com 18 anos, desferiu 11 facadas em Marcos, conhecido como “Tim”, durante uma relação sexual na residência da vítima.
Na ocasião, a frieza da jovem impressionou as autoridades. Em depoimento, ela afirmou que “queria matar alguém” e que escolheu o ex-namorado por ele ser a pessoa mais próxima ( e sorriu ao falar do crime ) .
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O laudo apresentado durante o processo indicou que Vânia possuía traços de transtorno de personalidade antissocial (psicopatia), agindo com premeditação e sem demonstrar arrependimento imediato.
A Condenação e a Vida no Cárcere
O Tribunal do Júri de Vilhena condenou Vânia a 13 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado, utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Desde então, ela cumpre a pena no Presídio Feminino da cidade.
Foi no ambiente prisional que Vânia conheceu Luís Fernando dos Santos, também detento. O relacionamento, que começou por meio de trocas de cartas e breves contatos autorizados entre pavilhões, evoluiu para um pedido de casamento formalizado perante a Justiça.
O Casamento sob Escolta
A cerimônia ocorreu em um cartório civil de Vilhena. Sob forte esquema de segurança e utilizando o uniforme do sistema penitenciário, Vânia trocou alianças com Luís Fernando em uma celebração rápida, que durou cerca de 15 minutos.
Apesar do direito ao matrimônio garantido por lei, a união não altera a situação penal da detenta. Após o “sim” e a assinatura dos papéis, ambos retornaram às suas respectivas unidades prisionais para continuar o cumprimento de suas penas. O caso permanece como um dos mais emblemáticos da crônica policial rondoniense, unindo a violência extrema de um crime passional à busca por uma vida afetiva dentro das grades.