Brasil

Segunda parte: Estuprador forçado a usar roupa feminina, chupar dedo e escolher parceiro sexual

Preso identificado como Luciano é forçado por companheiros de cela a se vestir de mulher, adotar o nome “Luciana” e escolher parceiro sexual em nova gravação que circula amplamente na internet.

Estuprador é punido dentro de presídio

Um novo vídeo, descrito como a segunda parte de uma série de agressões contra um homem acusado de estupro, voltou a causar grande repercussão nas redes sociais brasileiras. Nas imagens, o detento, que aparece vestido com roupas femininas, é humilhado por outros presos dentro de uma cela.

De acordo com a descrição que acompanha as gravações, o homem — identificado como Luciano — é obrigado a colocar o dedo na boca, declarar que seu nome agora é “Luciana” e, em seguida, escolher qual dos companheiros de cela manteria relação sexual com ele. O conteúdo é apresentado como continuação de um primeiro vídeo, no qual o mesmo indivíduo teria sido agredido e eletrocutado dentro de um banheiro da unidade prisional.

VEJA O VÍDEO:

Os vídeos, que circulam em plataformas como WhatsApp, X (antigo Twitter) e TikTok, geraram milhares de compartilhamentos. Muitos internautas comentam que o tratamento reflete o repúdio social profundo ao crime de estupro no Brasil. “Estuprador não tem paz nem dentro da cadeia”, é uma das frases mais repetidas nas publicações.

Rejeição social ao estupro

No Brasil, o crime de estupro é um dos que provocam maior indignação popular. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que a violência sexual contra mulheres e crianças figura entre as principais preocupações da sociedade. Dentro do sistema penitenciário, relatos recorrentes mostram que presos condenados por estupro frequentemente são isolados ou alvo de retaliações por parte de outros detentos, que veem o crime como inaceitável mesmo entre criminosos.

Especialistas em direitos humanos, no entanto, criticam esse tipo de “justiça paralela”. Organizações como o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) e entidades de defesa dos direitos humanos argumentam que, embora o repúdio ao estupro seja legítimo, agressões, humilhações e torturas dentro das prisões configuram violações graves que competem ao Estado apurar e punir.

Até o momento, as autoridades penitenciárias do estado onde ocorreu o fato não se manifestaram oficialmente sobre a autenticidade dos vídeos nem sobre eventuais investigações. É comum que gravações feitas clandestinamente dentro de presídios demorem a ser confirmadas oficialmente devido à dificuldade de acesso às unidades.

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