Rio de janeiro

Menina de 11 anos é obrigada a comer fezes por outras garotas mais velhas em São Gonçalo.

Menina é obrigada a comer fezes dentro de condomínio no Rio de janeiro

A Polícia Civil investiga um grave caso de bullying envolvendo uma criança de 11 anos em um condomínio no bairro Galo Branco, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Segundo a família, a menina foi levada por outras adolescentes a uma área de mata e obrigada a comer fezes de cachorro sob ameaça de agressão.

De acordo com o relato da avó da vítima, o episódio ocorreu na última segunda-feira (30) e foi registrado em vídeo pelas próprias agressoras, que depois compartilharam as imagens entre colegas. Nas gravações, uma adolescente de 14 anos aparece segurando um saco plástico com fezes e ordenando que a criança as ingerisse, enquanto outras meninas riem. A vítima, visivelmente abalada, pede repetidamente para que parem.

VEJA O VÍDEO :

A avó contou que recebeu uma ligação desesperada da neta logo após o ocorrido. Ao chegar ao local, encontrou a menina em estado de choque, com a roupa suja. Inicialmente sem conseguir relatar o que havia acontecido, a criança pediu apenas para sair dali. Mais tarde, já em segurança, revelou que havia sido levada até uma área isolada do condomínio após sair de uma aula de reforço.

Segundo a família, o ato teria sido premeditado. Testemunhas relataram que as agressoras já vinham chamando a menina de “bobinha” e teriam levado o material até o local com antecedência. No momento da ação, deram à vítima a escolha entre sofrer agressões com pedras ou ingerir as fezes. Ainda conforme o relato, uma das adolescentes acabou forçando a substância na boca da criança e a espalhando em seu rosto.

A avó também afirmou que a neta já vinha sofrendo agressões anteriores por parte de uma das envolvidas, incluindo violência física e intimidação. O quadro emocional da vítima, segundo a família, já era delicado desde a morte do pai, ocorrida no ano passado.

Após o episódio, os familiares procuraram os responsáveis pelas adolescentes. Segundo a avó, houve reações distintas: enquanto uma das mães questionou a versão apresentada, outra teria adotado uma postura mais rigorosa diante da situação.

O caso foi registrado na 72ª Delegacia de Polícia (São Gonçalo) como crimes contra criança ou adolescente, além de lesão corporal. A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento.

A família pede justiça e cobra providências para que o caso não fique impune. “É uma situação repugnante. Minha neta está profundamente abalada. Queremos que isso sirva de alerta para que outros pais estejam atentos ao comportamento dos filhos”, declarou a avó.

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