Passageiro é espancado por multidão dentro de BRT após ser acusado de assédio sexual
Homem teria abordado e assediado uma mulher no ônibus articulado; outros passageiros reagiram com violência e o agrediram com socos antes da chegada da polícia.

Rio de Janeiro – Um homem foi brutalmente agredido por vários passageiros dentro de um ônibus do BRT na tarde desta terça-feira, após ser acusado de assediar sexualmente uma mulher no interior do veículo. O caso ocorreu em uma das linhas que operam na zona norte da cidade e foi registrado por celulares de testemunhas.
De acordo com relatos de passageiros, o homem, cuja identidade não foi divulgada pela polícia, teria se aproximado da vítima, feito comentários de cunho sexual e tentado tocá-la sem consentimento. A mulher reagiu e pediu ajuda, o que gerou revolta imediata entre os outros usuários do transporte.
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“Ele encostou nela e ficou falando coisas absurdas. A moça gritou e, na hora, várias pessoas partiram pra cima dele. Foram muitos socos. A gente não aguenta mais esse tipo de coisa”, relatou uma passageira que preferiu não se identificar.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o acusado é cercado e agredido por uma multidão dentro do ônibus. Ele teria caído no chão e sido chutado e socado repetidamente até o veículo parar em um ponto ou estação, onde agentes de segurança do BRT e a Polícia Militar foram acionados.
O homem foi socorrido com ferimentos no rosto, cabeça e tronco. Ele foi encaminhado para uma unidade de emergência e, em seguida, conduzido à delegacia. Contra ele deve ser registrado um Boletim de Ocorrência por importunação sexual. Até o momento, não há informações sobre a identificação formal do agredido nem sobre o estado de saúde atualizado.
A vítima do assédio prestou depoimento e deve ser ouvida novamente nos próximos dias. Testemunhas estão sendo identificadas para ajudar na investigação.
Casos de agressão a suspeitos de assédio em transportes públicos têm se tornado cada vez mais frequentes no Rio. Especialistas alertam que, embora a revolta seja compreensível, a justiça com as próprias mãos pode gerar novos crimes e dificultar o trabalho da polícia.
A concessionária do BRT informou que está colaborando com as autoridades e que câmeras de segurança do veículo serão analisadas para esclarecer toda a sequência de fatos.