Justiça mantém prisão de mulher que confessou matar a própria mãe em João Pessoa
Suspeita passou por audiência de custódia neste sábado (31) e será encaminhada ao Centro de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão.

A Justiça da Paraíba decidiu manter a prisão da mulher que confessou a morte da própria mãe, em João Pessoa. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada neste sábado (31). A acusada será encaminhada ao Centro de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão, na capital paraibana.
A investigada foi identificada como Camila Silva, de 32 anos. A vítima, Terezinha Silva, de 77 anos, foi encontrada morta no apartamento da família, localizado no bairro Jardim Veneza, na última quinta-feira (29). O caso é tratado pelas autoridades como homicídio.
A audiência de custódia ocorreu na Justiça de Mamanguape. Após o crime, Camila se apresentou espontaneamente à polícia no município de Lagoa de Dentro, no Brejo paraibano.
Segundo a Polícia Militar, o corpo da idosa foi localizado no interior do apartamento, que apresentava sinais de desordem, com móveis e objetos revirados. O imóvel estava trancado e precisou ser aberto com o apoio do Corpo de Bombeiros.
Relembre o caso
De acordo com a delegada Josenise Andrade, responsável pela investigação, havia marcas no rosto da vítima, o que pode indicar a ocorrência de luta corporal antes da morte. Em depoimento à Polícia Civil, a suspeita alegou ter agido em legítima defesa após uma discussão com a mãe. No entanto, segundo a delegada, essa versão não condiz com o cenário encontrado no local do crime.
Familiares relataram à imprensa que mãe e filha mantinham conflitos frequentes, principalmente por questões financeiras. A suspeita teria passado a morar com a mãe há cerca de 15 dias, após deixar outro endereço. Após o crime, ela teria se deslocado para a casa de parentes em Lagoa de Dentro, onde permaneceu até se apresentar às autoridades.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura a dinâmica dos fatos e a motivação do crime.