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Vídeo mostra momento em que grupo de homens início estupro coletivo contra garota no RJ

Audiência de custódia decide pela continuidade da detenção preventiva de João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Verissimo Zoel Martins; processo segue em segredo de Justiça.

Momento em que os estupradores entram no apartamento

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) manteve, nesta quinta-feira (5 de março de 2026), as prisões preventivas de João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Verissimo Zoel Martins, ambos de 19 anos. A decisão ocorreu após audiência de custódia realizada no mesmo dia, que avaliou a legalidade das detenções e a possibilidade de os investigados responderem ao processo em liberdade.

Como o inquérito e o processo tramitam sob segredo de Justiça, detalhes adicionais sobre os fundamentos da decisão não foram divulgados pelas autoridades judiciais. Os dois jovens estão entre os quatro adultos indiciados e réus pelo estupro coletivo qualificado contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em 31 de janeiro de 2026, em um apartamento na praia de Copacabana, na zona sul da capital fluminense.

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O crime envolveu cinco jovens no total: quatro maiores de idade e um adolescente. Além de Bertho e Martins — que se apresentaram à polícia em 3 de março e tiveram as prisões decretadas em seguida —, os outros dois adultos, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, se entregaram às autoridades em 4 de março, na Delegacia de Belford Roxo e na 12ª DP (Copacabana), respectivamente. Allegretti era considerado o último foragido adulto no caso.

Os quatros estupradores foram identificados como João, Mattheus, Bruno e Vitor

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), os quatro presos adultos passaram a noite de quarta para quinta-feira em celas separadas do restante da população carcerária, em regime de “seguro”, sem registro de intercorrências. Todos se alimentaram normalmente.

Paralelamente, a Vara da Infância e da Juventude da Capital expediu, também nesta quinta-feira, mandado de busca e apreensão contra o adolescente envolvido. O menor, apontado pela Polícia Civil como possível mentor do crime por ter atraído a vítima ao local, não foi localizado no endereço informado e segue sendo procurado.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) manifestou-se favoravelmente ao pedido de internação provisória do adolescente, em ao menos dois casos de estupro coletivo nos quais ele é investigado. A polícia apura ainda possíveis ligações do grupo com outras denúncias de violência sexual contra adolescentes.

O caso chocou a sociedade carioca pela brutalidade relatada — incluindo sangramento e estado físico grave da vítima após o ato forçado —, e gerou debates sobre falhas procedimentais na investigação, com embate público entre o TJRJ e a Polícia Civil sobre a emissão e correção de mandados. As defesas dos acusados negam as acusações, e o processo segue sob sigilo para preservar a intimidade da vítima e o andamento das apurações.

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